domingo, 8 de novembro de 2009

Eleições 2010

O dinheiro das campanhas

WALTER GALVÃO

Seria ótimo que os gastos de campanha fossem limpos, transparentes, com recursos dos próprios candidatos e da sociedade. Recursos que fossem arrecadados conforme a lei, doados por quem pode doar, e em quantidade que estabelecesse o mínimo de respeito para com quem não tem grande capacidade de arrecadar.
Mas a coisa não funciona assim, sabemos todos nós. Acontece um vale-tudo indecoroso. Os recursos são de origem duvidosa. E quando falamos em dúvida sinalizamos com uma preocupação: será que o dinheiro da população não está nesse rolo? A grana da educação, da saúde, do turismo, da infra-estrutura?
E como é que esse dinheiro da população pode terminar na campanha? Bem, o dinheiro, por exemplo, que é destinado pelos impostos para que compras sejam feitas via licitação, as licitações são fraudades e parte do dinheiro desviado é destinado às campanhas.
Estou dizendo isso com base no que aconteceu. Pode ser que no próximo ano isso não aconteça.
O certo é que, segundo o jornal "O Globo" deste domingo, a campanha para presidente vai custar R$ 500 milhões. O que se espera é que tanta grana não seja fruto de mensalões, como aconteceu há tão pouco tempo.
Leia abaixo um trecho da principal matéria de "O Globo" de hoje:
Em 2010, as principais campanhas presidenciais deverão custar, somadas, pelo menos R$ 500 milhões. O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, estima que só a campanha da ministra Dilma Rousseff custará cerca de R$ 200 milhões, bem mais que os R$ 168,2 milhões gastos na reeleição de Lula. Os demais partidos estão preocupados com esses números inflacionados, revelam Adriana Vasconcelos e Isabel Braga. O PSB estima que precisará gastar pelo menos R$ 100 milhões para que a candidatura do deputado Ciro Gomes seja competitiva. No PV, o deputado Fernando Gabeira calcula que a da senadora Marina Silva custará R$ 20 milhões: “O PT tem muito dinheiro. Aliás, lá jorra dinheiro”. O PSDB – que gastou R$ 160 milhões na campanha de Geraldo Alckmin em 2006 – prefere ainda não fazer estimativas e já reclama que enfrentará uma campanha desproporcional: “Dilma promove um festival de exibição e publicidade”.

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